Tamanho da fonte: a a a
Ir para o conteúdo
Para mães e pais 
em fase de crescimento.

A criança de 4 anos: como lidar com tanta personalidade?

Ninhos do Brasil NB
qua, 21/04/2021 - 14:46
Uma criança de 4 anos está em uma sala de aula, sentado à mesa, e usa uma caneta hidrocor para desenhar.

- Filho, está calor para usar moletom.
- Eu tô bem assim. Vou usar o que eu quiser!

Tem alguém ficando mais tagarela por aí? Se sentindo mais independente, argumentando e contrariando os seus pedidos? Bem-vindo aos 4 anos!

A fase é cheia de gracinhas, mas também de desafios para mães e pais. Haja ar para respirar fundo diante de tantas negativas, teimosias e negociações. Lembra dos aprendizados da crise dos 2 anos? Bem, os 4 anos podem ser uma pós-graduação.

Mas estamos aqui, viu? Quer compartilhar um desafio (ou uma dica) com outras mães e pais? Deixe seu comentário na nossa Rede de Carinho.

Neste artigo, vamos falar sobre:

  • O desenvolvimento das crianças de 4 anos
  • As atividades para crianças de 4 anos
  • Comportamento: argumentação, negociação e combinados

O desenvolvimento das crianças de 4 anos

Nas etapas do desenvolvimento de Jean Piaget, ainda estamos falando da fase pré-operatória simbólica, mas, aos poucos, a criança começa a entender melhor as regras, os limites e as noções de tempo. Ontem, hoje, amanhã e férias, por exemplo, deixam de ser conceitos tão abstratos.

Os desenhos começam a ter forma mais clara. E a maioria das crianças começa a definir preferência por usar a mão direita ou esquerda para as atividades manuais.

Desenvolvimento físico médio na época do aniversário de 4 anos:
Peso: 13,25 a 21,86 kg
Altura: 95,2 a 112,3 cm
Horas de sono necessárias: 10 a 13h horas

Atividades para crianças de 4 anos

Como estão começando a entender melhor a noção de regras, aquelas brincadeiras da nossa infância começam a funcionar melhor: brincar de telefone sem fio, de “mamãe quantos passos posso dar?”, de “rio vermelho”, entre tantas outras.

Não está conseguindo lembrar? Quer ver mais ideias? Clique aqui.

Como estão começando a entender melhor a noção de tempo, vale começar a colocar em prática brincadeiras e desafios que levam mais de um dia para serem concluídos, como um boneco de argila ou papel-machê, que precisa deixar secar para brincar no outro dia.

As crianças de 4 anos também gostam muito dos jogos simbólicos, em que brincam de ser médico, professor, dono do mercadinho, mamãe ou papai. E aqui reproduzem muito do que estão percebendo do mundo e da casa, misturando com imaginação. Aproveite para observar como ela te vê!

Além disso, ela precisa continuar brincando ao ar livre sempre que possível, movimentando o corpo: jogando bola, correndo, brincando de pega-pega e andando de bicicleta, por exemplo.

Comportamento aos 4 anos: argumentação e combinados

Nesta fase – que se estende até os 5 anos –, seu filho(a) começa a afirmar sua personalidade com mais força – o que pode representar mais resistência e teimosia.

Ele passa a demonstrar o descontentamento de forma mais verbal que física. Tente ver pelo lado positivo: se a criança começou a responder e retrucar seus pedidos, é porque agora ela sabe fazer isso melhor do que fazia quando tinha dois anos.

E tem cada resposta que faz a gente ficar sem saber se ri ou se chora!

Mas, claro, essa maturidade não acontece de uma hora para a outra. Ataques de fúria ainda podem acontecer quando a criança se sentir contrariada. Confira algumas dicas de como lidar nesses casos:

Procure ser firme e gentil. Não adianta explicar muitas coisas nesse momento. Quando a criança se acalmar, converse sobre a situação, deixe que ela fale sobre como se sentiu, acolha o sentimento, mas explique os motivos com frases simples e diretas.

Aproveite momentos tranquilos para conversar sobre os limites, o que pode e o que não pode, e a importância de se colocar no lugar do outro. Historinhas são um bom recurso para reforçar esses aspectos. Aos poucos, a criança começa a entender.

Mas ela seguirá tendo vontades próprias (ainda bem). Eventualmente, alguns combinados podem ser necessários: “Vamos fazer isso e isso, e depois brincamos”.

Atenção: não a engane fazendo promessas que não vai conseguir cumprir. Se não for possível, explique o porquê. Pode ser um pouco desgastante no início, mas lembre-se: você está criando uma pessoa melhor.

E quando o ataque de fúria vem do outro lado e somos nós, adultos, que perdemos a paciência e acabamos gritando? Nesse caso, vale a mesma coisa: tentar se acalmar primeiro e, depois, conversar com a criança sobre o que aconteceu, o que você sentiu, por que gritou. Peça desculpas, como esperaria que ele fizesse.

Ela vai ver que adultos também têm sentimentos, frustrações e falhas. E vai testemunhar uma forma honesta de lidar com isso. Vai ficar tudo bem!

Afinal, estamos todos em fase de crescimento e amadurecimento, não é?

Mostre para mais alguém: