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Meu filho chupa o dedo: o que fazer?

Ninhos do Brasil NB
seg, 21/02/2022 - 10:30
Criança dormindo com uma das mãos no cabelo enquanto chupa o dedo.

Chupar o dedo é algo comum entre bebês, faz parte das suas descobertas e até de seus instintos. Porém, apesar de ser uma cena muito fofa, o prolongamento do hábito pode trazer consequências para a saúde da criança.

Até quando é normal chupar dedo? Como ajudar a criança a perder esse costume? Essas e algumas outras questões são respondidas ao longo deste artigo. Vamos nessa? 

Para mudar um hábito, a primeira coisa a fazer é entender o que o motiva. O que tem de tão gostosos nesse dedo, afinal?

Por que o bebê chupa o dedo?

Chupar o dedo tem efeito calmante e tranquilizador para o bebê. Faz parte do desenvolvimento do reflexo de sucção, que o acompanha desde antes do nascimento e que, depois, o conecta com o peito materno. 

A partir dos três meses de idade, a criança descobre o controle das próprias mãozinhas – e, como em quase toda descoberta nessa fase, as leva até a boca.

É uma sensação de aconchego que está, literalmente, ao alcance da mão! 

Não bastasse essa descoberta instintiva, chupar o dedo ainda ajuda a reduzir o desconforto causado pelo nascimento dos dentes. É quase irresistível!

Nessa fase, que costuma se estender até os 12 ou 18 meses de idade, é natural que o bebê leve não só dedo como, às vezes, a mão inteira até a boca.

E por que a criança chupa o dedo?

Conforme a criança cresce e seu repertório de atividades aumenta, é esperado que esse instinto de chupar o dedo vá diminuindo. 

A persistência do hábito pode indicar que a criança está desconfortável com algo, ansiosa ou mesmo entediada. Nesses casos, é natural que recorra a algo que lhe proporciona a sensação de segurança e acolhimento.

Até quando meu filho pode chupar o dedo?

A maior parte dos pediatras brasileiros recomenda que o hábito de chupar dedo comece a ser desestimulado a partir dos 12 ou 18 meses de idade para não afetar a musculatura orofacial

Isso não significa reprimir, mas oferecer atividades alternativas, conforme as dicas que veremos no fim deste texto.

Já a Associação Americana de Odontologia (ADA) aponta que é comum que o hábito de chupar dedo se estenda até dois ou quatro anos de idade.

Qual é o problema em chupar o dedo?

Como vimos, no primeiro ano de vida, chupar o dedo está relacionado às descobertas e não causa problemas! Porém, conforme o hábito persiste, pode acabar prejudicando o desenvolvimento orofacial da criança. 

A frequência e intensidade do costume podem levar ao desalinhamento da arcada dentária e alterar até o formato do céu da boca. Como consequência, pode prejudicar a fala e a deglutição dos alimentos.

Outro problema é a socialização. Quando chupar o dedo é a única forma que a criança tem de lidar com a ansiedade e a timidez, pode acabar se fechando e evitando o contato com as outras crianças

Nem sempre é um hábito fácil de eliminar, já que o dedo está sempre à disposição. Mas existem formas de desestimular, fazer a criança “esquecer do dedo” e evitar esses problemas. Vamos ver?

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Como ajudar uma criança que chupa o dedo?

Não é preciso – nem recomendado – recorrer a atitudes drásticas para ajudar a criança a deixar de chupar o dedo. Colocar pimenta, ou brigar a cada vez que a criança leve o dedo à boca pode agravar quadros de ansiedade e reforçar a necessidade psicológica de chupar dedo para se acalmar.

Em vez disso, confira algumas medidas que ajudam nesse processo sem gerar traumas:

  • Identificar os gatilhos desse “vício”: quais são os momentos em que a criança mais chupa o dedo? A partir disso, você consegue planejar a melhor abordagem para o seu caso. 
  • Se a criança chupa o dedo enquanto dorme, lentamente tirar os dedos da boca durante o sono, sem acordá-la. O cérebro vai gradualmente se adaptar à sensação de despertar sem o dedo na boca. 
  • Propor atividades e brincadeiras alternativas! Chupar o dedo pode ser sinal de que a criança está se sentindo desestimulada. Busque passatempos que ocupem as mãos dela, como desenhar ou brincar com blocos de montar.
  • Tornar a criança uma aliada. Ao explicar, sem terrorismo, que chupar dedo pode prejudicar o crescimento da boca, a criança mesmo tende a se engajar na mudança de hábito.  
  • Parabenizar e elogiar sempre que perceber que a criança conscientemente busca alternativas a chupar o dedo.

De qualquer forma, é importante observar o quão difícil está sendo para a criança abandonar esse comportamento. Profissionais de fonoaudiologia e de psicologia podem ajudar a entender melhor o que está acontecendo e encontrar um caminho saudável para lidar com essa mania.


Agora que já cuidamos desse hábito, vamos incentivar uma saúde bucal ainda melhor? Leia mais sobre higiene bucal!