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Inteligência emocional: como desenvolver desde pequeno?

Ninhos do Brasil NB
sab, 05/06/2021 - 10:00
Menina sorri para a mãe enquanto abraça um ursinho de pelúcia. Olhando-se nos olhos, o momento ilustra a inteligência emocional na infância.

Ah, a inteligência emocional… Vai dizer: se tivéssemos aprendido na infância a reconhecer, nomear e lidar com os sentimentos, quantas situações teriam sido mais fáceis, não é mesmo?

Mas sempre é tempo de aprender e desenvolver a capacidade da inteligência emocional.

E conversar sobre emoções com nossos filhos é uma oportunidade para eles levarem isso para a vida, mas também para nós, adultos, nos conhecermos melhor.

Vamos conversar sobre isso 😊

Neste texto, você vai saber:

  • O que é inteligência emocional?
  • Como estimular a inteligência emocional em seus filhos
  • Técnicas para ensinar aos filhos a lidarem com as emoções

Boa leitura!

O que é inteligência emocional?

Falar sobre sentimentos com uma criança é importante para que ela entenda o que está sentindo e consiga processar uma situação.

Por isso, nada de guardar os sentimentos para si e engolir o choro! Pode parecer mais prático no momento, mas tem um custo depois: os sentimentos emergem, seja em mecanismos de defesa ou de agressão.

Para lidarmos de forma mais leve com nossas emoções, existe a chamada inteligência emocional.

E o que é inteligência emocional? Basicamente, significa a capacidade de uma pessoa gerenciar seus sentimentos e expressá-los de forma apropriada e proporcional a uma situação. Isso é o que explica o jornalista e psicólogo Daniel Goleman, em seu livro "Inteligência Emocional: A teoria revolucionária que redefine o que é ser inteligente”. A obra foi lançada em 1995, ano em que o termo se popularizou.

Sendo assim, quando trabalhamos a inteligência emocional, controlamos nossos sentimentos e nos desenvolvemos melhor emocionalmente e até racionalmente. Então, aprender isso desde cedo é importante para facilitar a tomada de decisões da vida adulta.

Como estimular a inteligência emocional em seus filhos

Goleman descreve, em seu livro, os 4 pilares que compõem a inteligência emocional – e sugere alguns caminhos para colocar em prática esse conceito na vida do seu filho (e na sua também!).

1. Autorresponsabilidade

Aqui, a ideia é estimular em seu filho a capacidade de assumir responsabilidade pelas coisas que acontecem na vida dele, como sucessos, acertos, erros e fracassos. Dentro dessa responsabilidade, vem junto o autoconhecimento.

Ou seja: ao aceitar e se responsabilizar pelos atos, como ele se sente perante isso? Aqui, o caminho pode ser o próprio diálogo. Passada tal situação, chegue em seu filho e pergunte “Como você está se sentindo com isso que aconteceu? Quer conversar sobre isso?” Dessa forma, abrimos caminhos para que ele se conheça melhor e você passe a entendê-lo de forma mais profunda também.

2. Gerenciamento das emoções

Depois de perceber quais são as emoções, é preciso adquirir consciência de como ele costuma reagir a certas ações. Ou seja, qual é a sua resposta emocional de imediato e, assim, trabalhar diante disso, adequando suas respostas emocionais em relação à proporção da situação.

Como meu filho reage quando erra, quando perde um jogo, quando briga com algum amigo ou quando não consegue o que quer? Como eu reajo diante de situações parecidas?

Tente conversar e sugerir um caminho, por exemplo: “Filho, você está bravo dessa forma porque perdeu um jogo e achou que a partida não valeu por isso?” Que tal contar sobre situações em que você também se sentiu frustrada(o) ou com raiva e o que tirou de lição disso?

3. Empatia

Empatia é ouvir, buscar compreender o que o outro diz e o que o outro passa. É o entendimento para além do que vivemos.

Você pode praticar a empatia com o seu filho ao tentar ver a situação do ponto de vista dele e validar. Depois disso, que tal convidá-lo para imaginar o que se passa na sua cabeça ou na da pessoa envolvida na situação?

4. Habilidades sociais

Aqui entra a conversa, mas não entre você e seu filho ou vice-versa, mas sim com as pessoas envolvidas em uma questão que o magoou. É exercitar a capacidade social para, através das palavras certas, propor um diálogo saudável e resolver o que deve ser resolvido. Isolar-se não resolve problemas, mas enfrentá-los da maneira adequada, sim.

Se seu filho brigou com algum colega da escola, pergunte a ele “O que você acha de vocês conversarem, sobre X e Y?” Tente usar essas palavras (cite algumas palavras leves) com essa abordagem (proponha uma abordagem legal, em um momento oportuno) para que ele se sinta confortável em falar com você e vocês se resolverem. O que você acha?”

A comunicação é uma ferramenta poderosa da inteligência emocional, uma vez que as palavras têm peso – e isso pode ser bom ou ruim. Se usadas com sabedoria, podem nos fazer chegar exatamente aonde precisamos.

Benefícios de adquirir inteligência emocional desde criança

"Ajudar as crianças a lidarem com suas próprias emoções pode nos dar a esperança de um mundo melhor, onde a empatia seja realmente vivida intensamente, na prática, porque, quando a gente entende o que tá acontecendo dentro da gente, fica mais fácil compreender o que acontece dentro do outro!”, escreveu a psicopedagoga Monique Gonçalves em texto sobre a importância dos livros para trabalhar as emoções infantis.

Quando aprendemos a lidar com as emoções desde a infância, trazemos com isso alguns benefícios para a nossa vida, como:

> Melhora da autoestima
> Autoconhecimento
> Habilidades de comunicação para relações interpessoais
> Capacidade de superar situações
> Autonomia emocional
> Capacidade de compreender o sentimento de outras pessoas
> Aumento da felicidade e o reconhecimento dela
> Melhores tomadas de decisões
> Redução do estresse
> Maior qualidade de vida e produtividade
> Senso de responsabilidade
> Clareza nos objetivos e ações
> Equilíbrio emocional

É por tudo isso que a saúde emocional da criança é um dos pilares do IBB, Índice de Bem-estar do Brasileirinho. Ele foi desenvolvido para ajudar pais, mães e cuidadores em geral a enxergarem a saúde de uma forma mais ampla e integral.

Como ensinar aos filhos a lidarem com as emoções

A inteligência emocional vem com a prática, e sabe o que ajuda? Bons exemplos! Aprender a reconhecer suas próprias emoções e fazer isso com o seu filho é pedagógico.Pai e mãe em um momento de diálogo com filho e filha. Sentados no sofá, o registro ilustra o incentivo da inteligência emocional vindo da família.

“Filho eu estou irritada hoje porque eu trabalhei muito, estou com dor de cabeça e preciso descansar. Me desculpa por ter gritado, não é com você. Você pode me ajudar indo para o banho para podermos ir deitar, conversar ou ler. Me ajuda?”.

Com essas frases, a mãe mostrou para o filho que às vezes os sentimentos se misturam, e que também os adultos erram o foco, mas que é possível reconhecer e corrigir. E, mais que isso, soube encontrar a causa da sua real irritação e pedir ajuda, buscando a empatia da criança.

Mais tarde, com todos mais calmos, é um bom momento para falar sobre as emoções experimentadas ao longo do dia: o que foi legal? O que me deixou triste? Simulações com bonecos ou livros infantis são ótimos para auxiliar nesse momento.

Aproveite e dê uma espiada neste conteúdo sobre 6 livros que podem ajudar as crianças a lidarem melhor com suas emoções!

Lembre-se sempre de reconhecer as conquistas da criança, parabenizá-la pelos esforços e incentivar o afeto. Reconheça seus próprios avanços também!

Cada situação traz um aprendizado, e vocês estão crescendo juntos!

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