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O que é retinoblastoma e como cuidar da saúde ocular infantil

Ninhos do Brasil NB
qui, 03/02/2022 - 10:30
De olhos fechados, uma menina com retinoblastoma encosta a cabeça na testa da mãe, enquanto seguram as mãos.

O olhar de uma criança guarda tanto brilho e alegria, que faz qualquer um derreter de amor, não é? Esse é mais um motivo para cuidar da saúde ocular delas! Falando nisso, você já levou seu filho ou filha a um oftalmologista pediátrico para uma consulta de rotina? 

Esse acompanhamento ajuda a manter os olhinhos saudáveis e a identificar precocemente desde problemas simples de visão até situações mais graves, como o retinoblastoma, que é um câncer na retina. 

Apesar de ser um câncer raro, o assunto ganhou grande repercussão quando os jornalistas Tiago Leifert e Daiana Garbin falaram publicamente sobre a doença da filha, Lua, de menos de dois anos de idade. O vídeo acende o alerta e traz o lembrete para cuidarmos dos olhos dos nossos pequenos aventureiros.

Por isso, neste texto, vamos aprender um pouco sobre a doença, mas também entender os cuidados que devemos ter com a saúde ocular das crianças em geral, independentemente de sintomas. Vamos nessa?

O que é retinoblastoma e quais são os sintomas?

O retinoblastoma é um tipo de tumor maligno que se origina nas células da retina, que fica na parte de trás do olho. Considerado um tipo raro de câncer, corresponde a cerca de 2 a 4% das neoplasias da infância. 

De acordo com a Sociedade Brasileira de Oncologia Ocular, 90% dos casos de retinoblastoma ocorrem em crianças de até 5 anos.

O tumor pode afetar um ou os dois olhos. Os principais sintomas do retinoblastoma são a leucocoria (também chamada de “olho de gato”), perceptível quando se forma um reflexo branco na pupila em fotos com flash, e o estrabismo.

Como diagnosticar o retinoblastoma

Se notar qualquer um dos sintomas, é importante consultar um oftalmologista pediátrico antes mesmo da consulta de rotina. 

O diagnóstico do retinoblastoma é feito por meio de um exame chamado mapeamento de retina ou exame de fundo de olho. 

Importante: quando o retinoblastoma é bilateral (se ocorre nos dois olhos), é recomendado fazer um acompanhamento mais rigoroso ao longo da vida. Isso porque pode haver uma predisposição genética para limitar a produção da proteína chamada RB. É ela que previne o crescimento desordenado de células, por isso, sua ausência leva à formação de tumores. 

O tratamento do retinoblastoma

Após o diagnóstico de um retinoblastoma, a criança será atendida por uma equipe multidisciplinar e o tratamento é individualizado. Ou seja, a forma e a intensidade do tratamento dependerão das características e do estágio do tumor. 

Há várias formas de quimioterapia para tratar o retinoblastoma, além de poderem ser utilizadas técnicas como a radioterapia, tratamentos localizados e, em alguns casos, procedimentos cirúrgicos. 

As chances de sucesso no tratamento são altas, principalmente se o diagnóstico for precoce. Por isso, reforçamos a importância de fazer consultas regulares ao pediatra e investigar qualquer suspeita de algo irregular nos olhos da criança.

Como em qualquer caso de câncer em crianças pequenas, é preciso cuidado e leveza na hora de conversar com as crianças e conduzir o tratamento. Mas sabemos que não é fácil manter-se forte. Por isso, mães e pais também precisam cuidar de si, contar com uma rede de apoio e, se possível, acompanhamento psicológico. 

A importância dos cuidados com a saúde ocular na infância

Mesmo que não haja sintomas, é fundamental fazer um acompanhamento de rotina com um oftalmologista pediátrico – e isso começa muito cedo, bem antes da idade escolar.

Na verdade, o cuidado com a saúde ocular da criança começa desde o pré-natal. Isso porque alguns exames feitos durante a gravidez ajudam a identificar e prevenir o risco de problemas na visão do bebê. 

  • Até 72 horas após o nascimento, ainda na maternidade, é realizado o teste do olhinho (teste do reflexo vermelho). O teste é indolor e permite detectar quaisquer alterações que possam obstruir a visão, como catarata, glaucoma congênito e outros problemas. 
  • A Sociedade Brasileira de Oftalmopediatria recomenda ainda que os bebês façam o primeiro exame oftalmológico completo ainda no primeiro ano de vida. O próximo exame oftalmológico deve ser feito entre os três e cinco anos (preferencialmente três, orienta a SBO) – ou sempre que perceber algum sintoma estranho ou receber a indicação do pediatra.

A consulta preventiva permite avaliar se há algum problema de refração, estrabismo ou alteração no fundo do olho que possa afetar a qualidade da visão. Por volta dos seis meses, já é possível avaliar se a criança precisará de óculos, por exemplo. 

Detectar e tratar precocemente é importante para que a área do cérebro responsável pela visão se molde de forma adequada – evitando problemas futuros. Além disso, a consulta preventiva ajuda a identificar doenças mais sérias como o retinoblastoma, que vimos aqui

Casos de grande repercussão, como o da filha do apresentador Tiago Leifert, podem acionar inseguranças em mães e pais, mas servem de alerta para todos nós. Tanto nas suspeitas de retinoblastoma como de qualquer outra doença, vale reforçar a recomendação: fazer acompanhamento pediátrico e oftalmológico e sempre prestar atenção aos sinais que o corpo dá.

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