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Coordenação motora: o que esperar de cada idade da criança

Ninhos do Brasil NB
qui, 03/06/2021 - 15:48
Menina aprendendo a andar e ganhando coordenação motora. Ela caminha no quintal orientada pela mãe, que segura a sua mão esquerda.

Como está a coordenação motora do seu filho ou filha? Cada pessoa tem uma habilidade diferente. Isso é fato! Seja para jogar bola, desenhar, pintar, dançar... Entre as crianças, isso não é diferente.

Tudo tem a ver com treinamento e estímulo, mas também com coordenação motora. Quer entender um pouco mais sobre isso?

Neste artigo vamos falar sobre:

  • O que é coordenação motora fina e grossa?
  • Coordenação motora por idade
  • Atividades para a coordenação motora
  • Quando os movimentos mais estabanados são motivos de preocupação?

O que é a coordenação motora?

A coordenação motora é a capacidade do nosso corpo de realizar movimentos. Nesse sentido, é resultado da interação sincronizada do cérebro com articulações e músculos. Além disso, a coordenação motora é dividida em duas categorias principais: fina e grossa. Saiba mais sobre cada uma delas abaixo!

Coordenação motora fina

A coordenação motora fina é a capacidade de fazer movimentos mais delicados, com músculos menores, das mãos e dos pés.

Dessa forma, o movimento de pinça, em que usamos os dedos indicador e polegar para segurar um objeto pequeno, é uma das primeiras manifestações da motricidade fina.

A partir da evolução desse movimento para agarrar coisas, entram nessa categoria a capacidade de desenhar, escrever, pintar, usar a tesoura e os talheres, abotoar a roupa, amarrar os cadarços etc.

Coordenação motora grossa

A coordenação motora grossa, ou coordenação motora ampla, é a capacidade de realizar movimentos que envolvem mais músculos e articulações, em harmonia com o espaço físico do entorno.

É a sincronização de braços, pernas, abdômen, coluna, junto com a percepção do espaço, que permite às crianças caminhar, correr, pular, dançar, jogar bola, nadar, andar de bicicleta etc.

Coordenação motora por idade

Os tempos de cada criança podem variar de acordo com características genéticas e também com o ambiente e os estímulos que recebem.

Ainda assim, é interessante ter uma ideia sobre o que esperar de cada faixa etária para não forçar demais – ou também para perceber se é o caso de buscar ajuda profissional.

Até os 2 anos de idade

Muita coisa acontece nesse período! A gente traz alguns exemplos de conquistas dos pequenos abaixo:

  • Firmar a cabeça e o pescoço
  • Mexer as mãos
  • Rolar
  • Sentar
  • Agarrar um brinquedo e passar para a outra mão
  • Se esticar para pegar um objeto
  • Levantar os bracinhos pedindo colo
  • Tentar segurar o próprio pé
  • Engatinhar
  • Caminhar
  • Caminhar segurando um objeto ao mesmo tempo
  • Correr
  • Virar a página de um livrinho
  • Encaixar formas
  • Chutar a bola (ainda sem muita direção)

Entre 2 e 3 anos de idade

A coordenação motora fina começa a melhorar. Nessa idade já podem cortar um papel usando uma tesourinha, segurar o giz de cera com a mão toda para seus primeiros rabiscos e garatujas e usar talheres.

Além disso, na coordenação motora grossa, as crianças já pulam com mais facilidade, sobem escadas com pés alternados, lançam objetos ao alvo, pedalam em triciclos, entre outros exemplos.

Entre 3 e 6 anos de idade

Aqui, as crianças começam a segurar o lápis com movimento de pinça, a acertar melhor as linhas na hora de pintar e tracejar. Ainda, colocam e tiram a roupa de forma independente, fecham botões e zíperes, evoluem no andar de bicicleta, desenvolvem mais ritmo para dançar etc.

Entre 7 e 8 anos de idade

Já é o momento em que algumas tarefas podem ser feitas pela criança sozinha, como arrumar a própria cama, amarrar os próprios cadarços e abotoar a camisa ou fechar o zíper, além de vestir a roupa sem ajuda.

Ah, um marco da idade: a retirada das rodinhas da bicicleta! Sendo assim, incentive para tentar aos poucos, sem medo, pois a coordenação motora já proporciona esse equilíbrio.

Acima dos 8 anos de idade

A criança já começa a adquirir coordenação suficiente para praticar esportes como futebol e natação. E, a partir dos 11 anos, passa a desenvolver a massa muscular, o que permite a prática de esportes de maior esforço físico – por isso muitos entram na ginástica olímpica nessa fase.

Atividades para estimular a coordenação motora

Brincar, brincar e brincar! Quanto mais livres, com tempo no chão e contato com a natureza desde bebês, mais habilidades motoras tendem a desenvolver. Claro que com supervisão de adultos!

Mas, sabemos que, em tempos de pandemia, fica mais difícil. Por isso, separamos algumas ideias de brincadeiras para desenvolver os dois tipos de motricidade – a fina e a grossa – mesmo dentro de casa.

Para estimular a coordenação motora fina:

Hora de relembrar os trabalhinhos da pré-escola! As atividades manuais, com lápis, canetinha, tesoura e cola, vão ajudar na caligrafia na escola, além de aumentar a capacidade de concentração.Menino brinca com blocos de montar, treinando sua coordenação motora. Os blocos estão dispostos sobre uma mesa redonda.

Vale fazer pontinhos para a criança ligar com o lápis, construir com blocos, colar papéis e sementinhas no papel, montar pulseirinhas de miçanga, pintar e colorir.

É uma oportunidade para nós adultos também! Atividades artísticas liberam nossa criatividade e podem ser bem relaxantes.

Confira mais dicas de brincadeiras para fazer em casa por idade!

Além das brincadeiras, é muito importante estimular mais autonomia da criança nas atividades cotidianas, como se vestir, comer sozinho, escovar os dentes. Você notará que no começo ela não conseguirá fazer direito, pode pedir ajuda (e não tem problema você ajudar!). Mas, com o tempo, vai ficando cada vez melhor. Afinal, tem coisas que só aprendemos fazendo!

Para estimular a coordenação motora grossa:

Usar fita crepe para criar linhas no chão para a criança andar nela, ou mesmo para criar uma amarelinha.

Circuitos com obstáculos – estabeleça com a criança um roteiro do que deve ser feito para levar um objeto para uma parte da casa até a outra. Vale ter que passar por baixo da mesa, por cima da cadeira, o que o espaço da sua casa permitir.

Vôlei com bexiga de aniversário. Não dá pra jogar bola dentro de casa? Vamos de bexiga de festa! Por ser mais leve, diminui o risco de acidentes, além de facilitar até para os mais novinhos, a partir de 3 anos.

Quando os movimentos mais estabanados são motivos de preocupação?

As crianças apresentam habilidades diferentes entre si, o que é natural. Porém, é importante observar quando o fato de não conseguirem desempenhar determinados movimentos começa a interferir na sua autoestima e vida social.

Não conseguir pegar a bola, cair muito, ou ter uma letra muito difícil de compreender, pode fazer com que a criança se recuse a brincar, pelo medo de errar ou de ser alvo de riso dos amiguinhos. No longo prazo, as dificuldades motoras podem levar à falta de interesse por atividades físicas e ao sedentarismo.

Por isso, se você notar um comportamento com essa tendência, busque estimular a participação em esportes mais pela diversão, sem cobrar tanto a precisão de movimentos ou a competição. Na dúvida, vale conversar com um médico neurologista para avaliar se é o caso de Transtorno do Desenvolvimento da Coordenação (TDC) . Nesse caso, o acompanhamento com neuropsicólogo ou terapeuta ocupacional costuma apresentar bons resultados, facilitando muito a vida da criança.

Movimento é qualidade de vida! Combinar brincadeira, esportes e habilidades manuais é bom para todas as idades.

É uma ótima oportunidade para nós, pais, retomarmos esses hábitos junto com nossos filhos!

Leia também sobre as fases do desenvolvimento cognitivo infantil.

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