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Um guia sobre metodologias de ensino: as escolas são todas iguais?

Ninhos do Brasil NB
qui, 23/12/2021 - 10:30
Foto de crianças em uma sala de aula como um exemplo de metodologia de ensino

Entender as metodologias de ensino disponíveis é um passo importante para compreender as diferentes formas de educar as crianças. E que gera muitas dúvidas em pais e mães que pesquisam escolas para seus filhos.

Claro, nem todas as famílias podem escolher uma escola – seja por razões financeiras ou pela pouca disponibilidade de escolas na sua região. Mas ter um panorama sobre o assunto ajuda a entender melhor os processos de cada escola, interagir nas reuniões com professores e até mesmo sugerir mudanças. 

Neste artigo, vamos abordar:

  • O que são metodologias de ensino? 
  • Quais são os tipos de metodologia de ensino? 
  • 5 dicas para escolher a metodologia de ensino adequada para seu filho 

O que são metodologias de ensino?

Metodologias de ensino são os métodos que uma escola usa para ensinar e direcionar os estudantes. Elas dizem respeito à linha pedagógica escolhida para ampliar o conhecimentos dos alunos. 

As principais diferenças entre as metodologias de ensino são o papel do professor na sala de aula e a forma de entregar conteúdo para a criança.

Não é novidade dizer que a educação infantil é parte essencial da vida da criança. Afinal, grande parte dos seus aprendizados acontecem ali, desde aqueles relacionados à alfabetização, até o que é relacionado à socialização e à formação de personalidade.

Por isso, decidir a escola de seu filho de acordo com qual método de ensino ela segue pode ser um desafio. Entretanto, conhecer melhor cada um dos tipos de escola pode facilitar esse processo.

Aqui traremos definições bem introdutórias para mostrar a diversidade de metodologias. Claro que vale conversar com a coordenação pedagógica da escola para aprofundar nas especificidades.

Ah, é importante ressaltar que todas as escolas registradas no Ministério da Educação precisam seguir a BNCC (Base Nacional Curricular Comum). Nesse documento consta tudo o que uma criança precisa aprender em cada faixa etária O que vai variar é o método em que esse aprendizado é passado.

Vamos conferir um pouco sobre cada uma? Vem com a gente 😊

Quais são os tipos de metodologias de ensino?

As escolas existem há muito tempo e, em sua maioria, têm adotado o método de ensino tradicional. Mas, com o passar dos anos – e principalmente a partir dos anos 70 – surgiram alternativas ao modelo de escola adotado até então. 

Do modelo tradicional, surgiram outras formas de enxergar a aprendizagem até chegar em uma grande variedade de metodologias de ensino. A gente fala sobre cada uma delas na sequência!

Metodologia de ensino tradicional

A metodologia de ensino tradicional é, como o nome já diz, tradição no país e no mundo. É a mais comum e mais facilmente encontrada – e essa é uma das suas vantagens.

Trata-se do modelo em que o professor se coloca em frente à sala e guia os alunos pelo conteúdo. Regularmente, há avaliações para conferir se os alunos estão aprendendo e é necessário ter um resultado mensurável padrão (uma boa nota) para seguir o caminho da escola.

Metodologia de ensino construtivista

A metodologia de ensino construtivista tem esse nome por entender o aprendizado como uma construção. Os professores são vistos como facilitadores, ou seja: incentivam o aluno a buscar seu próprio aprendizado.

Na prática, isso se traduz em um modelo com salas de aula com menos pessoas.

O estudante é frequentemente colocado em situações e debates nos quais deve encontrar soluções, propor inovações e, assim, pensar por si mesmo.

O currículo é definido junto com os estudantes e é flexível de acordo com o perfil de aluno. Assim, cada criança segue seu próprio ritmo para aprender.

Esse método surgiu das teorias de Jean Piaget! Leia sobre as fases de desenvolvimento que esse psicólogo classificou em “Piaget para famílias”

Metodologia de ensino Montessori

Esta metodologia de ensino, também conhecida como montessoriana, tem esse nome devido à pedagoga Maria Montessori. Escolas que seguem esse método incentivam o aluno a experimentar e observar para a autoeducação.

Na prática, o aluno é protagonista e participa de aulas por interesse – por isso, as aulas mesclam diferentes idades. O papel do professor é propor atividades para que os próprios alunos busquem as descobertas e observar a evolução: os pontos de maior interesse e os que precisam ser mais incentivados.

Cada fase de aprendizado tem seus próprios objetivos.

Por exemplo, crianças de até 6 anos são estimuladas a entender como o mundo funciona – cultura, leis físicas e biológicas, entre outros – e a ganhar independência.

As crianças de 6 a 12, são incentivadas a ter imaginação e aprender sobre mundos imaginativos (história, universo etc.), e assim por diante.

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Metodologia de ensino Waldorf

Na metodologia de ensino Waldorf, o foco é a vivência da criança, a liberdade e o desenvolvimento humano. Para o futuro, o objetivo é que a criança se torne um adulto com pensamento crítico e inteligência emocional frente às diferentes situações.

Ao invés do aprendizado teórico com livros didáticos, a prioridade das escolas com método Waldorf são as habilidades sociais, emocionais, motoras e cognitivas.

Na prática, as crianças são estimuladas a brincar livremente e realizar atividades lúdicas e com contato com a natureza. O ritmo de aprendizagem do aluno é respeitado e seu talento, incentivado.

Geralmente, não há provas. As avaliações são feitas a partir da observação do aluno e de alguns trabalhos que mostram seu empenho, comportamento e dificuldades. Quando maiores, os jovens têm acesso a aulas de matérias específicas.

Metodologia de ensino Freire

A metodologia de ensino Freire ou freiriana foi inspirada nas considerações do famoso educador brasileiro Paulo Freire. O método busca tornar a criança capaz de entender e transformar o mundo com princípios como o respeito, a tolerância e outros.

O professor não “transmite” o conhecimento, mas escuta o aluno para guiá-lo em busca do conhecimento. Por isso, o educador deve conhecer o estudante de modo a trazer aulas e debates temáticos que instiguem sua curiosidade e participação.

A partir desses temas, educadores projetam situações-problema para que o aluno busque soluções e sugestões.

Metodologia de ensino sócio-interacionista

A metodologia de ensino sócio-interacionista considera a interação como uma das bases do aprendizado. O professor é responsável por conduzir o aluno e propor atividades que incentivem a participação do estudante.

Na prática, o aluno é estimulado a liderar projetos em equipe, criar soluções, fazer atividades diferentes etc. Desse modo, ele desenvolve habilidades sociais e pensamento inovador.

Existem escolas tradicionais que também inserem esse método no dia a dia do aluno, o que pode ser bem interessante.

Metodologia de ensino logosófica

A metodologia de ensino logosófica tem como foco o cultivo de valores permanentes para a vida. A criança é incentivada ao aperfeiçoamento para ser capaz de identificar seus pensamentos e sentimentos.

O objetivo é formar indivíduos mais responsáveis, que sejam capazes de evitar problemas sociais, emocionais e mentais. Na prática, os estudantes são incentivados a desenvolver a sensibilidade, encontrar felicidade, ver problemas como desafios e lidar com questões internas.

Metodologia de ensino Freinet

Célestin Freinet foi um educador francês e os conceitos idealizados por ele deram origem a esta metodologia de ensino.

Com ela, o educador propõe atividades para que o estudante aprenda com o envolvimento e com a prática. O êxito em seus projetos faz com que o aluno se desenvolva e se motive.

A metodologia também valoriza a cooperação, a livre expressão e o aprendizado em campo (os famosos “passeios escolares”).

Metodologia de ensino Pikler

Com foco em bebês e crianças menores, de até 3 anos, a metodologia de ensino Pikler favorece o desenvolvimento saudável e o respeito pelo seu próprio ritmo de aprendizado.

Na prática, a criança é incentivada a brincar livremente, descobrir suas habilidades motoras e evoluir no seu tempo, sem ser apressada para engatinhar, andar, falar, comer sozinho etc.

Os educadores ajudam as crianças dando afeto e as observando, para intervir apenas quando necessário. As atividades de rotina, como tomar banho ou comer, também são vistas como momentos de evolução!

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Metodologias de ensino ativas

As metodologias de ensino ativas propõem várias formas de ensinar, todas colocando o aluno como o centro do processo de aprendizagem.

Alguns exemplos de metodologias ativas são:

  • Aprendizado por problemas: os estudantes aprendem pela busca colaborativa de soluções para determinados desafios. Assim, são incentivados a investigar, pesquisar, inovar e refletir.
  • Aprendizado por projetos: o aluno coloca a mão na massa para realizar alguma coisa e, assim, descobre o que fazer, com que recursos, com qual finalidade e para ajudar a quem.
  • Aprendizado entre times: os alunos colaboram entre si e, assim, aprendem juntos com o compartilhamento de ideias e respeito às opiniões.

Metodologias de ensino inovadoras

Com as metodologias de ensino inovadoras, a realidade atual dos alunos é aproveitada para que eles aprendam. O aprendizado é dinâmico e, frequentemente, conta com a tecnologia como facilitadora.

As metodologias inovadoras mais comuns são: 

STEAM: sigla em inglês para ciência, tecnologia, engenharia, arte e matemática. O ensino é interdisciplinar, para que os conteúdos aos quais o aluno tem acesso tenham contexto e finalidade.

Design Thinking: com trabalho em grupo, os alunos são incentivados a mapear experiências próprias, entender os problemas em sua completude para, assim, propor saídas e caminhos. A criatividade é palavra chave.

E-learning: cada vez mais difundido, esse método se trata do aprendizado eletrônico, que usa a internet como ferramenta. Permite ao aluno mais flexibilidade e autonomia.

5 dicas para escolher a escola e entender a metodologia de ensino

A metodologia de ensino não é o único critério para a escolha da escola. Aqui entram também as condições financeiras da família, a disponibilidade de escolas próximas de casa ou do trabalho dos pais, a infraestrutura física, a observação e a identificação com o clima.

  1. Visite as escolas e converse com os professores e coordenadores, não fique com vergonha de fazer perguntas!
  2. Observe o clima da escola. Os profissionais parecem satisfeitos ou parecem estar apenas cumprindo ordens? As crianças parecem felizes no espaço?
  3. Converse com outras mães e pais e veja a experiência deles sobre os métodos de ensino.
  4. Se a criança for um pouco maior, chame-a para visitar a escola também, veja com o que ela se empolga.
  5. Se puder, acompanhe uma aula da escola como observador. Esse é o jeito mais fácil de ver como as coisas funcionam na prática.

Conhecer as escolas e seus valores (não apenas econômicos) é importante não só para decidir em qual escola matricular, mas também qual escola a família quer ajudar a construir!

E depois da aula, como conversar com as crianças sobre o dia na escola? A psicopedagoga Flávia Valadares dá dicas para famílias aqui:

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